Cabeçalho do artigo com o título "CIC Florianópolis - o que é e o que ver no Centro Integrado de Cultura" sobreposto à foto da fachada de entrada do CIC, onde aparece o letreiro Centro Integrado de Cultura Professor Henrique da Silva Fontes sobre a marquise, escadaria de acesso ladeada por vasos de barro com plantas e cartaz da mostra 2015 Floripa Design Não Todo Dia à esquerda, sob céu azul.

CIC Florianópolis: o que é e o que ver no Centro Integrado de Cultura

Se você mora ou pretende visitar Florianópolis e gosta de um passeio mais cultural, você precisa inserir o CIC Florianópolis no seu roteiro. Por aqui, nós frequentamos o CIC o suficiente pra saber que sempre tem coisa nova ali.

Ele é o principal complexo cultural de Santa Catarina, ou pelo menos o endereço oficial disso. Num único complexo, no bairro Agronômica, estão o MASC, o MIS-SC, o Teatro Ademir Rosa, a Sala de Cinema Gilberto Gerlach, diversas oficinas de arte e salas de exposição, tudo vinculado à Fundação Catarinense de Cultura. E a rotatividade das exposições é uma das melhores da cidade: o que passa por ali vai do clássico ao contemporâneo mais, digamos, específico. Ou seja: tem arte para todos os gostos e olhares.

Neste artigo, te contamos o que é o CIC Florianópolis, como chegar, o que tem dentro dele e o que esperar da programação. É o mapa que gostaríamos de ter tido na primeira vez que fomos.

O que é o Centro Integrado de Cultura

O CIC é o Centro Integrado de Cultura de Florianópolis, principal complexo cultural do estado, inaugurado em 1982 nas comemorações do centenário da cidade e desde então o endereço central da política cultural catarinense. O nome oficial, longo, é Centro Integrado de Cultura Professor Henrique da Silva Fontes: em homenagem ao professor e desembargador (1885-1966) que participou da fundação da Universidade Federal de Santa Catarina e foi membro da Academia Catarinense de Letras.

O complexo é vinculado à Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o órgão do governo do estado responsável pela política cultural em Santa Catarina. A ideia original era reunir em um mesmo endereço as principais manifestações artísticas do estado, evitando a dispersão que existia até então – não que ela ainda não exista, sinceramente. Mas ali há uma reunião incrível de eventos e espaços. Museus, teatros, cinema, ateliês e ensino de arte, tudo no mesmo local.

Funciona? Funciona. E o CIC Florianópolis fica ainda mais interessante quando você entende como cada pedaço se encaixa.

O que tem dentro do CIC Florianópolis

O prédio do CIC Florianópolis é grande e abriga muita coisa. Antes de listar cada espaço, uma nota prática: nem tudo está aberto ao mesmo tempo, e a programação muda com frequência. Confira a agenda no site da FCC antes de ir.

MASC (Museu de Arte de Santa Catarina)

O MASC é o principal museu de arte do estado. Foi criado em 1949 como Museu de Arte Moderna de Florianópolis, e é hoje uma das instituições oficiais de artes plásticas em Santa Catarina. O acervo reúne obras de artistas catarinenses de várias gerações e também obras de artistas de outras origens que integram a coleção do estado. Fica em um espaço próprio dentro do CIC Florianópolis e recebe exposições temporárias com frequência.

MIS-SC (Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina)

O MIS-SC cuida do acervo audiovisual e sonoro catarinense, com foco em fotografia, cinema, música e memória oral do estado. Sedia festivais importantes, como o FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul) e a Mostra Internacional de Cinema Infantil de Florianópolis, e mantém programas educativos, entre eles o Miscuta, boletim semanal com agenda cultural e trilha sonora.

Teatro Ademir Rosa

O Teatro Ademir Rosa é o principal palco do complexo do CIC Florianópolis. Com 956 lugares, recebe espetáculos de música, dança e teatro. Também abriga o projeto CIC 8:30, uma iniciativa da FCC que abre pauta para coletivos artísticos catarinenses se apresentarem no palco.

Salas Lindolf Bell e outros espaços de exposição

As Salas Lindolf Bell são três, totalizando 636 m² de área expositiva. É onde acontece a maior parte das exposições temporárias, lançamentos de livros e feiras. A curadoria é decidida pela Comissão de Pauta da FCC, e a rotatividade é o que garante que sempre haja algo novo pra ver.

Além delas, o CIC Florianópolis abriga obras integradas ao próprio prédio. Uma delas atualmente é a tapeçaria de Almir Tirelli, criada originalmente para o Aeroporto Hercílio Luz e hoje sob guarda da FCC. Foi doada pela Infraero em 2020 e restaurada pelo Atecor, que fica no próprio complexo. Ela está exposta, no momento, em alguns dos principais corredores do CIC.

Cinema, Oficinas e Escolinha de Arte

A Sala de Cinema Gilberto Gerlach tem programação alternativa aos circuitos comerciais, com foco em cinema autoral, mostras e cineclubes. É um dos poucos espaços da cidade em que ainda se assiste ao tipo de filme que dificilmente chega ao shopping.

As Oficinas de Arte e a Escolinha de Arte funcionam como escola pública de formação artística, com cursos regulares, turmas para crianças e adultos, e professores ligados à FCC. Vale a pena acompanhar as inscrições, porque as vagas costumam esgotar rápido.

O Atecor (Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis) trabalha na restauração de obras do acervo do estado e é uma das referências técnicas em restauração no sul do Brasil.

Como é visitar o CIC hoje

Nós já visitamos o CIC Florianópolis muitas vezes. É o tipo de lugar em que dá pra passar uma manhã inteira e ainda não ver tudo, especialmente se coincidir com uma boa exposição no MASC ou nas Lindolf Bell, e se você é o tipo de pessoa que gosta de apreciar arte com calma.

O complexo possui um estacionamento próprio com muitas vagas, então você pode ir de carro sem medo, sempre vai ter uma vaga pra você. Exceto se estiver acontecendo algum evento mega concorrido especificamente no dia em que você for, o que é raro. Se você chega pela via principal, basta seguir em frente e logo vai estar no estacionamento que, a propósito, é gratuito.

Fomos há alguns dias, e a paisagem é esta: o complexo está passando por uma reforma. O portão principal está fechado, e a entrada agora é feita pelos fundos, mas há várias placas em amarelo indicando o caminho (exceto se você conseguir ignorar placas enormes em amarelo brilhante). Se você chegar pela avenida e encontrar a entrada principal bloqueada, é só contornar pela esquerda e seguir as placas. Não é bonito, mas dá certo. Lá dentro, tudo estava em pleno funcionamento.

A boa notícia é a rotatividade. Diferentemente dos museus com exposições de longa duração, o CIC Florianópolis troca o conteúdo das exposições com uma boa frequência, especialmente nas Salas Lindolf Bell e no MASC. Já vimos exposições clássicas, retrospectivas de nomes catarinenses importantes, e também aquele tipo de arte contemporânea mais experimental (traduza como quiser).

Nem toda visita rende, honestamente. Mas é o preço de um lugar que troca conteúdo com frequência, e a média está bem acima do esperado. Eu diria que você nunca sai de lá sem ter visto algo bom. O que pode acontecer é, em um determinado período, alguma das exposições não bater com suas preferências pessoais. Mas, para quem ama arte e cultura, até o que não encanta tanto, traz algum aprendizado.

Se você é de fora e vai passar poucos dias em Floripa, o CIC Florianópolis precisa entrar no roteiro cultural. Se você mora aqui, provavelmente já foi, mas confira a programação a cada dois ou três meses. Sempre tem coisa nova.

Programação e rotatividade

A programação do CIC Florianópolis muda o tempo todo, e essa é uma das coisas que faz o lugar não cansar. O MASC costuma manter uma exposição temporária além do acervo permanente. As Salas Lindolf Bell operam com pauta aberta, o que quer dizer que grupos, coletivos e artistas independentes podem solicitar o espaço, e a Comissão de Pauta define quem entra.

O Teatro Ademir Rosa tem seu calendário próprio, com espetáculos comerciais, eventos institucionais e o CIC 8:30 tocando em paralelo. O MIS-SC organiza mostras e festivais que atraem público de fora do estado, especialmente em época de FAM.

Para checar o que está acontecendo no dia que você quer ir, o site da Fundação Catarinense de Cultura tem a agenda atualizada e é o canal mais confiável. Outras fontes tendem a atrasar.

Horário, endereço e como chegar ao CIC

O CIC funciona diariamente, das 10h às 21h, mas os horários podem variar conforme a programação. O endereço é Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, bairro Agronômica, em Florianópolis, a poucos quilômetros do centro da cidade. É acessível de carro ou pelas linhas de ônibus que atendem a Agronômica.

Perguntas frequentes sobre o CIC Florianópolis

Aquele conjuntinho de dúvidas pra quem quer relembrar algo, ou chegou aqui pela busca na internet e quer uma resposta rápida.

O que é o CIC Florianópolis?

O CIC é o Centro Integrado de Cultura, complexo cultural vinculado à Fundação Catarinense de Cultura, inaugurado em 1982. Reúne museus, teatro, cinema, oficinas de arte e salas de exposição em um único terreno no bairro Agronômica.

Onde fica o CIC em Florianópolis?

O CIC fica na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, no bairro Agronômica, em Florianópolis. Está a poucos quilômetros do centro da cidade e é acessível de carro ou pelas linhas de ônibus que atendem o bairro.

O que tem dentro do CIC?

O CIC abriga o MASC (Museu de Arte de Santa Catarina), o MIS-SC (Museu da Imagem e do Som), o Teatro Ademir Rosa, a Sala de Cinema Gilberto Gerlach, as Salas Lindolf Bell, as Oficinas de Arte, a Escolinha de Arte, o Ateliê de Conservação (Atecor) e a administração da FCC.

O CIC é gratuito?

A entrada nos museus (MASC e MIS-SC) é gratuita. Espetáculos no Teatro Ademir Rosa e sessões de cinema costumam ter ingresso pago, com preços que variam conforme o evento e direito a meia-entrada nas categorias previstas em lei.

O CIC tem estacionamento?

Sim, há um estacionamento gratuito com muitas vagas.

Qual o horário de funcionamento do CIC?

O CIC funciona diariamente, das 10h às 21h. Cada espaço interno tem horário próprio, e a programação pode alterar os horários conforme o dia. Durante a reforma, é ainda mais recomendável confirmar antes de sair.

O CIC está aberto durante a reforma?

Sim. Partes do complexo estão em obras, mas o MASC, o cinema e os espaços de exposição estão abertos. A entrada está sendo feita pelos fundos, com placas amarelas indicando o caminho.

Vale a pena visitar o CIC?

Sempre vale a pena. A rotatividade das exposições é uma das melhores da cidade, e o complexo reúne museus, teatro e cinema em um único endereço. Mesmo durante a reforma, o MASC, o cinema e as salas de exposição continuam abertos ao público.

Se você ama cultura, o CIC é pra você

O CIC não é aquele museu bonito e comportado que rende cinco minutos de foto no Instagram e pronto. É um complexo em funcionamento real, com uma programação sempre em movimento, bem como exposições com ótima rotatividade. Quem for a Florianópolis por poucos dias, vai encontrar ali coisas que não estão em nenhum roteiro turístico padrão. Quem mora aqui, provavelmente já sabe. Ainda assim, a agenda muda com frequência suficiente pra sempre ter um motivo pra voltar.

Qual foi a última exposição que você viu no CIC?

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